Garatéa-ISS vai colocar um experimento de estudantes brasileiros na Estação Espacial Internacional (ISS).

Pela segunda vez na história do nosso pais, o Brasil irá enviar um experimento científico de jovens estudantes de escolas públicas e privadas à Estação Espacial Internacional (ISS). A primeira vez ocorreu em 2006 quando a Missão Centenário levou à ISS o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes.

Dessa vez o projeto surge de uma iniciativa privada batizada de Garatéa-ISS que fará parte da 12ª edição do Programa de Experimentos Espaciais para Estudantes (SSEP), ação anual do governo americano em conjunto com a NASA (agência espacial americana) para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais no espaço.

O experimento brasileiro voará para a ISS no primeiro semestre de 2018 e ao longo de alguns meses será conduzido por um astronauta americano. Participarão do projeto mais de 450 crianças do sétimo ano (13 anos), de escolas públicas e privadas em todo o Brasil.

Pela primeira vez uma comunidade fora da América do Norte fará parte do programa.

Com 12 anos de existência, o SSEP nunca recebeu experimentos de jovens fora da América do Norte. A oportunidade dessa vez foi possível devido ao esforço da Câmara de Comercio Brasil-Flórida (BFCC) que reconheceu a vocação educacional da Missão Garatéa e propôs assim uma parceria.

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Como funciona o programa?

O programa SSEP é organizado pele Centro Nacional de Educação Científica para Terra e Espaço (NCESSE), órgão situado em Washington D.C., e de forma anual permite que diversas comunidades de estudantes enviem experimentos a bordo da ISS. O programa consiste em etapas, que vão desde processo de informação sobre o tema com professores, 9 semanas de aulas para os alunos, divisão em grupos para construção de propostas de experimentos, escolha da melhor proposto, voo através de um lançador espacial da empresa SpaceX, manipulação do experimento por um astronauta americano, retorno da ISS, análise de resultado por nossos especialistas e divulgação do resultado em um congresso no famoso museu nacional de ar e espaço “Smithsonian” em Washington D.C.

Para o primeiro ano trabalharemos em formato reduzido, com um misto de estudantes de escolas públicas e privadas. Com a chance de voar um experimento brasileiro, usaremos essa oportunidade para instituirmos um uso mais frequente de iniciativas brasileiras na ISS, além de ser um ótimo pano de fundo para inspirar e difundir a ciência entre os jovens. Para nosso primeiro ano, incluiremos 450 estudantes, mas temos um plano de voo para os próximos anos que impactará um número muito maior de jovens.

150 estudantes do ensino público do estado de São Paulo serão escolhidos para participar.

Por restrição logística, não poderemos incluir alunos de outros estados no primeiro ano (todos os cursos ministrados serão presenciais).
Para o segundo ano, iremos produzir uma plataforma web para levar o mesmo curso para o Brasil todo, possibilitando uma adesão muito maior.

Alunos e Professores do ensino médio na EE Alberto Cardoso de Mello Neto no bairro do Tremembé 19.08.2013 São Paulo/SP FOTO JOSÉ LUIS DA CONCEIÇÃO/A2FOTOGRAFIA
Alunos e Professores do ensino médio na
EE Alberto Cardoso de Mello Neto no bairro do Tremembé 19.08.2013 São Paulo/SP FOTO JOSÉ LUIS DA CONCEIÇÃO/A2FOTOGRAFIA

Quem dará suporte?

Para o primeiro ano do programa (2017), o colégio Dante Alighieri irá oferecer suas estruturas de salas, laboratório e professores para o planejamento e a realização do programa. Além disso, pesquisadores da Universidade de São Paulo, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, Instituto Tecnológico da Aeronáutica e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais darão auxílio para o desenvolvimento científico do programa.

Pelo lado americano, temos apoio da Câmara de Comércio Brasil Florida (BFCC), a Academia Internacional do Centro de Lançamento do Cabo Canaveral (KSCIA), a agência espacial do estado da Flórida (Florida Space Agency) e da Fundação Michaelis (Michaelis Foundation).

Além disso, contamos com o apoio da Fundação de Apoio a Física e Química (FAFQ.org.br), situada em São Carlos, como gestora financeira dos recursos.

Como será financiado?

Para participação no programa americano, existem obrigações financeiras que devem ser cumpridas. O projeto não tem financiamento público e, a exemplo da missão lunar Garatéa-L, a nossa equipe busca apoio da iniciativa privada para sua realização. Como a ação tem caráter filantrópico, toda arrecadação financeira será feita através da FAFQ, possibilitando total transparência na gestão de nossos recursos.

Ainda precisamos de recursos?

Sim, pois nossas ambições são enormes e queremos transformar positivamente a vida dos alunos que participarão do programa. Temos um plano de captação financeira que permite resultados em vários níveis. A maneira mais enxuta de nosso programa, possibilitaremos a participação de 150 alunos de rede pública estadual ao longo de todo o programa, mas queremos poder oferecer mais do que isso. Se atingirmos valores maiores, teremos a chance de preparar materiais didáticos, oferecer cursos de língua inglesa e até participação em um Space Camp oferecido dentro da NASA (Sim, queremos levar 150 alunos do ensino público para a Florida para participar em um acampamento de imersão tecnológica dentro da NASA). Acontece que todo nosso suporte financeiro vem de apoio privado, então estamos precisando da ajuda de qualquer pessoa que acredite em nosso trabalho para transformarmos a vida de jovens através da ciência.

Mas como participar?

Opção 1:

Faça uma doação direta através de nosso paypal




Opção 2:

Faça contato através de nosso formulário

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